Janela aberta...
Manhã desperta...
Sinal evidente que o dia principia,
Temperatura alta ou ainda bem fria,
Cabeça com sonhos e a alma vazia...
Janela aberta...
Rua deserta...
No céu canta esse solitário bem-te-vi,
Falando de coisas que eu nunca nem vi,
Que qualquer hora dessas terei de partir...
Janela aberta...
Hora incerta...
Os primeiros barulhos vão então surgindo,
Bocas escancaradas de fábricas vão rugindo,
Sonhos de todos os homens vão então sumindo...
Janela aberta...
Alma alerta...
(Extraído da obra "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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