sábado, 22 de novembro de 2025

Carliniana CXVIII ( Mistura Misturada Entre Palavras e Ideias )

Por que o giz não era usado até o último toco?

Eis-me aqui feito uma nuvem que vai girando

Sem parque nenhum e nem ao menos carrossel

Bando de borboletas em bando pelo raro ar

Milhares de quilômetros quase ao nível do mar


Acontece de ventar e vermos pernas que não queremos?

O carro do sorvete passou e não tinha alguma moeda

Perdi o ônibus porque olhei para o outro lado agora

O celular despertou e ainda assim o meu sono venceu

A ingratidão agora vem como um brinde da casa


O político corrupto merecia um infarto fulminante?

Eu digo que gosto do que não gosto mas eu gosto

Me arrependo de não ter dado nenhum beijo na boca

Porque aquele tesão era por demais inocente para

Levaria trinta segundos para engolir meio minuto


E se atrás da porta não existir mais coisa alguma?

Maldade e bondade acabam sempre se acabando

Coloque logo ali sua caixa dentro daquela caixa

No supermercado nunca houve nada que fosse super

Mas aquilo que não se pode comprar acaba virando


A mente somente se mente quando é só semente?

Vá ver se eu estou lá na esquina e venha me dizer

Espero notícias minhas já bem antes de ter nascido

E todo tempo de espera é uma caixinha de surpresas

Cuja a única surpresa é estar totalmente vazia


Posso beber um gole dessa sua cerveja agora?

Somente um gole que seja o copo todo inteiro

Para matar até aquelas mágoas que nunca tive

Eu não fui a mosca que caiu em sopa alguma

Muito menos na Coca-Cola que o menino bebeu...

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Um Poema de Janela Aberta

Janela aberta... Manhã desperta... Sinal evidente que o dia principia, Temperatura alta ou ainda bem fria, Cabeça com sonhos e a alma vazia....