quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O Porco e O Sapato

Solo de cadeiras em papel de acrílico delirante

Explicações plausíveis em idioma algum 

Eu me pintei de azul para parecer com um nada

E preencho meu alguidar com bruxedos mil

O porco usa sapato ou o sapato é feito dele?


Estonteante musa bem mais vulgar de todos

Que balanceou as cadeiras e as mesas também

Eu mereci uma medalha por minhas más ações

Enquanto degustava biscoitos de polvilhos vis...


Posso tossir no mais completo dos silêncios

Como se a múmia do faraó sorrisse em desdém

Ele ainda continua um apreciador de coxinhas

O porco tem sapato ou o sapato tem ele?


Escolher um nome para figuras mais antigas

É como incinerar aquele seu sinal de trânsito

Que impede que nuvens passeiem pelos céus

Com a vermelhidão de carnes mais que brancas...


Ele merece um bom soco de arrancar os dentes

Simplesmente por tão simples mais que assim

Enquanto mostrarei aquele meu dedo do meio

O porco calça sapato ou é calçado por ele?


Quem manda para a puta-que-pariu que vá junto

Daremos um punhado de nozes aos desdentados

A tarefa mais difícil do mundo é ser o debochado

Enquanto roemos com insistência os nossos ossos...


Sorvete de baunilha para os soldados armados

Pilhagem diretamente ao vivo no jornal da tarde

Faça chuva ou não faça existe sempre nosso sol

Eu quero ir pra lugar nenhum mas estou sem grana

O porco usa sapato ou o sapato é feito dele?...


(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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