domingo, 16 de novembro de 2025

Carliniana CXV ( C.A Segundo C.A. )

Pois não houve sonho medonho

Apenas estes passos vacilantes 

Que acabaram levando longe

Ainda que tal longe fosse a esquina

Da rua onde eu ainda moro...


Os fios de cabelo embranqueceram

E agora caem feito folhas outonais...


Pois não houve fogueira alegre

Correndo pelas noites afora

Em faíscas mais saltitantes

Subindo para uma escuridão

Enfeitada com as estrelas...


Se pudesse escolher algum rio

No desespero seria de aguardente...


Eu não sou apenas mais um rapaz

E apenas observo certos detalhes

Invisíveis para uns outros olhos

Que poderão falar o tempo todo

Ou simplesmente ficarem calados...


Enquanto todos eles já se foram

Eu fiquei sozinho neste palco sujo...


Todas as maravilhas estão apenas

Em ultrapassados livros de história

Em que já faltam algumas páginas

E ninguém sabe o seu fim no final...


Eu sou quem simplesmente ama

Mesmo que isto não seja mais sonho...

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Um Poema de Janela Aberta

Janela aberta... Manhã desperta... Sinal evidente que o dia principia, Temperatura alta ou ainda bem fria, Cabeça com sonhos e a alma vazia....