terça-feira, 18 de novembro de 2025

Tantos Nomes

Tantos nomes, tantos deles

(Alguns para a memória e outros não)

Datas preteridas, apagadas

(Pobres calendários desprezados)

Lápides ambulantes, epitáfios 

(É tudo aquilo que poderemos ser)...


O plano perfeito que falhou

A tocaia que esperou em vão

A queda no meio da maratona...


Tantos rostos, tantos deles

(Envelhecemos no próximo segundo)

Brinquedos quebrados, para o lixo

(Só a ternura pode sobreviver)

Amores malvados, tão cruéis

(A humanidade é apenas tudo isso)...


A modelo tão bonita ficou feia

A criança perdeu sua inocência

Chegou a hora da folha amarelar...


Tantos signos, tantos deles

(Muitas perguntas ficaram sem resposta)

Zumbis vivos, robôs esquálidos

(Filhos de uma tecnologia sem porquê)

Redes sociais, banalidades

(Ganhe dinheiro e seja mais um merda)...


Um dia todos seremos sepultados

Só ficaremos em certas lembranças

E apenas mais alguns nomes ou não...


(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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