Tantos nomes, tantos deles
(Alguns para a memória e outros não)
Datas preteridas, apagadas
(Pobres calendários desprezados)
Lápides ambulantes, epitáfios
(É tudo aquilo que poderemos ser)...
O plano perfeito que falhou
A tocaia que esperou em vão
A queda no meio da maratona...
Tantos rostos, tantos deles
(Envelhecemos no próximo segundo)
Brinquedos quebrados, para o lixo
(Só a ternura pode sobreviver)
Amores malvados, tão cruéis
(A humanidade é apenas tudo isso)...
A modelo tão bonita ficou feia
A criança perdeu sua inocência
Chegou a hora da folha amarelar...
Tantos signos, tantos deles
(Muitas perguntas ficaram sem resposta)
Zumbis vivos, robôs esquálidos
(Filhos de uma tecnologia sem porquê)
Redes sociais, banalidades
(Ganhe dinheiro e seja mais um merda)...
Um dia todos seremos sepultados
Só ficaremos em certas lembranças
E apenas mais alguns nomes ou não...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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