Nem a pintura lhe esconde...
Do riso compulsivo
Do choro involuntário
Dessa fome do dia-a-dia...
A humanidade é um grande porém...
Nem o abrigo lhe abriga...
Do perigo constante
Da lâmina do tempo
Da sede sem motivo algum...
O carnaval virá sem que peçamos...
Nem o desejo lhe sacia...
Da paixão insistente
Do tesão indiscreto
Da aflição feito febre...
Não há diferença que do há e não há...
Nem a pintura lhe esconde...
De olhos tortos
De seios desiguais
Da vulgaridade pobre...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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