O tempo não tem medidas
Tola ilusão nossa
Passa silencioso, mudo
Os sons são nossos
O tempo não tem modos
Caiu, quebrou, amarelou
Foi embora
E nunca vai voltar...
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Nunca seremos vítimas
Apenas os algozes
O destino não tem culpa
Se quebramos o vidro
Se insistimos a marcha
Para coisas mesquinhas
Que levam ao nada
O tempo acaba tendo
Prazo de validade...
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Mergulho em águas profundas...
Se vou sair de lá, não sei,
Isso é uma outra história...
Quais águas serão essas?
As que enchem o peito,
Enchem tanto, mas tanto,
Que transbordam de lá
E escorrem pelos meus olhos...
Mergulho em águas profundas...
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Nem sempre a solidão é veneno
(Pode ser um bom remédio...)
Nem sempre a tristeza nos atordoa
(Pode ser uma luz na escuridão...)
Nem sempre o amor nos salva
(Pode ser a beira de um abismo...)
Nem sempre as asas podem voar
(Podem indicar de onde caímos...)...
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Eu sei que faço perguntas demais
E que a maioria delas fica sem resposta...
Tento me olhar no espelho pelas manhãs
E ver se ele me responde:
Onde está aquele que eu vi ontem?
Sinceramente, não sei, nem saberei
Meu espelho capricha no seu silêncio...
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Ciclos... Ciclos?
Talvez sim, talvez não...
Tanta sabedoria para nada...
Talvez uma roda de bike
Nos leve até mais longe...
Sansara... Sansara?...
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No alto da escada
No fim da estrada
O tombo é certo
O peito é deserto
No alto da estrada
No fim da escada
Quase desperto
Quase certo...

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