quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Alguns Poemetos Sem Nome N° 360 *

O tempo não tem medidas

Tola ilusão nossa

Passa silencioso, mudo

Os sons são nossos

O tempo não tem modos

Caiu, quebrou, amarelou

Foi embora 

E nunca vai voltar...


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Nunca seremos vítimas

Apenas os algozes

O destino não tem culpa

Se quebramos o vidro

Se insistimos a marcha

Para coisas mesquinhas

Que levam ao nada

O tempo acaba tendo

Prazo de validade...


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Mergulho em águas profundas...

Se vou sair de lá, não sei,

Isso é uma outra história...

Quais águas serão essas?

As que enchem o peito,

Enchem tanto, mas tanto,

Que transbordam de lá

E escorrem pelos meus olhos...

Mergulho em águas profundas...


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Nem sempre a solidão é veneno

(Pode ser um bom remédio...)

Nem sempre a tristeza nos atordoa

(Pode ser uma luz na escuridão...)

Nem sempre o amor nos salva

(Pode ser a beira de um abismo...)

Nem sempre as asas podem voar

(Podem indicar de onde caímos...)...


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Eu sei que faço perguntas demais

E que a maioria delas fica sem resposta...

Tento me olhar no espelho pelas manhãs

E ver se ele me responde:

Onde está aquele que eu vi ontem?

Sinceramente, não sei, nem saberei

Meu espelho capricha no seu silêncio...


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Ciclos... Ciclos? 

Talvez sim, talvez não...

Tanta sabedoria para nada...

Talvez uma roda de bike

Nos leve até mais longe...

Sansara... Sansara?...


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No alto da escada

No fim da estrada

O tombo é certo

O peito é deserto

No alto da estrada

No fim da escada

Quase desperto

Quase certo...

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