quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Alguns Poemetos Sem Nome N° 361 *

É uma valsa, um tango, um samba-canção,

Qualquer uma música qualquer,

Só, por favor, não parem...

Viver é dançar, mesmo se estando só,

Aqui no chão ou nas nuvens, tanto faz...


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Sentir teus cabelos é algo místico,

Sinto como o mago junto da fogueira,

Numa noite bem escura de ritual...

Beijar tua boca é algo trágico,

Eu perderei a noção de qualquer tempo,

Beijarei até o final de todos os tempos...


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Não há montanha mais alta que a minha tristeza,

Todavia, não há abismo mais profundo que a alegria...

Mesmo o palhaço chorando faz os outros rirem,

Mesmo que caia o pássaro tentará ir nas nuvens,

Mesmo que a lembrança fuja eu tento agarrá-la,

Mesmo que o coração pare meu sangue continua...


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Ela não deixou rastro nenhum na areia

(Deveria estar flutuando e eu nem notei)

Ela não deixou nenhuma prova do crime

(Esse crime de matar-me indo embora)

Ela não deixou nenhum ferimento em mim

(Cantou com total silêncio de seus olhos)

Ela não deixou sinal algum de coisa alguma

(Mas como bicho consigo seguir seu perfume)...


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Acabou de passar um carro de som

Aqui bem na minha rua,

Aquela voz satisfeita mesmo com nada.

Nunca se sabe quem vai comprar...

Será que ele aceita o trabalho

De ir bem na tua porta aos gritos

Pra te acordar e dizer que te amo?


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Nunca se sabe o que se quer

(Na verdade, nunca saberemos,

Dona Cecília tinha toda razão...)

Toda cor tem sua hora certeira

Atinge nossa retina e acabou...

Não saberemos aonde iremos -

Para o céu onde estaremos sós?

Ou para o inferno de quem amamos?...


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Eis que o vento que cessou está voltando

As velhas histórias continuam contadas

Os versos que perdi ontem achei no chão

Havia uma brasa acesa e a fogueira acendeu

A palavra dada será de uma vez cumprida

E os meus olhos vão brilhar de felicidade...

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Um Poema de Janela Aberta

Janela aberta... Manhã desperta... Sinal evidente que o dia principia, Temperatura alta ou ainda bem fria, Cabeça com sonhos e a alma vazia....