sexta-feira, 11 de abril de 2014

Uma Velha Nova Alegria

Resultado de imagem para hippies
Eu não vou elogiar os homens 
E seu carros possantes
Não vou elogiar o luxo e o lixo
Com seus passos hesitantes
Não tenho tempo pra isso
Nem futuro nem passado
O meu tempo é agora
E ele me tem ensinado
Que há muito o que fazer
Que há muito que mudar
A vida ainda está aí
E tem muito que ensinar
Vamos nos unir novamente
Vamos saber qual o dia
Que haverá nos quatro cantos
Um nova velha alegria
Eu não vou elogiar os homens
E nem seus discursos falantes
Não vou elogia o luxo e o lixo
Nem nuvens intoxicantes
Não tenho tempo pra isso
Nem certo nem errado
O meu amor é agora
É tudo que tenho guardado
Que há muito o que dizer
Que há muito pra cantar
A vida há de seguir
E muito ainda que respirar
Vamos nos unir novamente
Vamos saber qual o dia
Que haverá nos quatro cantos
Uma velha nova alegria...

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Paisagens


É o que temos
E nem ao menos podemos
Abrir a boca e reclamar
O que que há?
Duras e novas paisagens
Modernas miragens
Num deserto moderno
Talvez eterno
Talvez não assim
Nem começo nem fim
Mas barra
Levado na marra
Quase tudo
Ferro e veludo
Se arrume
Se aprume
Direita volver
Ver para crer
Já falta semente
E a história mente
Faz parte
Dessa nobre arte
Da coisa mal contada
Mais nada
Queimou meu PC
Eu quero morrer
Me dá vitamina
Eu quero a mina
Pruma transa só
Sem pena sem dó
Prazer só de cama
Estrada de lama
Certamente errados
Estamos cansados
Presos na solidão
Nessa contramão
Que falo nem penso
Acenda o incenso

É o que temos

E assim nos fodemos
Abrir a boca e reclamar
O que que há?
Duras e novas paisagens
Eternas visagens
Num deserto moderno
Até um pouco terno
Talvez não assim
Mais dentro de mim
Talvez uma fera
Paciente espera
Quase mudo
Servindo de escudo
Se manque
Não espanque
Esquerda volver
Ver para descrer
Já falta a mente
E a alma doente
Faz um tempão
Que eu sou o vilão
Da coisa mal contada
Que bela cantada
Queimou meu cigarro
Me pare esse carro
Me dá uma chance
Eu quero revanche
Pra minha vingança
Perdi a esperança
Viver só de karma
Estou sem a arma
Fatalmente fadados
Estamos errados
Presos na escuridão
Nessa solidão
Que falo nem penso
Acenda o incenso...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Insaneana Brasileira Número 18 - Os Leões dos Chafarizes

Minh'alma não tem dono e se teve foi há muito tempo e não me lembro mais. Sem vírgulas e pontos miúdos dignos de nota eu fiz um mundo onde cores e gostos se diferem e ao mesmo tempo se combinam. Vamos olhar com bons olhos aquilo que antes não pudemos ver. É uma chance única que faltam mais mãos para poder realmente segurar e dedos para poder fazer carícias. É o Éden que nos acha em qualquer esquina empoeirada e cheia de um sol moleque que às vezes faz até falta. Era um jogo de bola que não joguei e bolas de gude que só serviam pra olhar através do colorido simpático de seu vidro. É um vôo na maioria das vezes noturno que pode também pode ser de dia se o sol me deixar. Ah! Esse sol que amo com todas as forças e que vinha no meu quintal me visitar em dias de mais tristeza. Esse amigo de fogo que espantava a chuva malvada pra bem longe de mim. É o vidro! É o vidro! Que faísca como as fogueiras incomodadas na nossa mais cruel e inocente das brincadeiras. Não importa se queima ou não porque éramos nos que ficávamos em volta dela bem pequena contando histórias que ninguém nunca ouviu. Uma ternura me envolve como uma nuvem de fumaça que caiu lá de cima e gastou pleonasmos e hipérboles de mil e umas satisfações. É o samba-enredo e é o frevo e é a dança-da-chuva ou mais aquilo que o corpo quiser dançar.Venham e quem quiser me acompanhe entre jardins ainda vivos com cores escondidas e cheias de plena satisfação. Não preciso de sagrados elixires e nem de mais nuvens do que aquelas que guardo no bolso fazem muitos anos. São sonhos o que tenho! São sonhos! O que os homens podem ter mais de real neste mundo. São sonhos! A chuva passou e o sol renascerá num céu mais limpo...

E Que Comecem Os Jogos!


Que comecem os jogos
Da maior insensatez humana
Que se acendam os fogos
Da pior insolidez urbana

Porque é isso que temos agora

Porque a fera vem não demora
E alguém já puxou aquela escora
O cavalo não obedece mais a espora

Que comece a parola

Da mais cínica conversa fiada
Que seja dado o chute na bola
E não se veja mais nada

Porque não vemos há anos

Porque viver está fora dos planos
E se ainda somos algo humanos
Se há piedade então disfarçamos

Que comecem as fogueiras

Do diário desabamento moral
Que não tenhamos maneiras
Como se recomenda o geral

Porque não vemos mais elas

Porque se apagaram as velas
E foram invadidas as favelas
E só sobraram as sequelas

Que comecem os discursos

De covardia e de destruição
Que venham os amigos-ursos
Já falta no mercado o irmão

Que comecem os jogos

Da maior estupidez humana
Que se acendam os fogos
Da pior estupidez urbana...

Balada de Todo Mundo


Somos todos iguais
Somos todos normais
Queremos paz na terra
Mas fazemos a guerra
E fazemos até mais

Todo mundo quer se dar bem

Quer ter mais do que tem
Queremos ganhar a corrida
Algo parecido com a vida
Sem pensar mais além

Somos todos iguais

Somos todos boçais
Forjamos as correntes
Que prendem nossas mentes
E fazemos até mais

Todo mundo quer se dar bem

Não encontra nisso um só porém
A nossa alma só fica aflita
Pela bunda mais bonita
E que se dane o bem

Somos todos iguais

Somos todos gerais
Todos bem comportados
Moedas com três lados
E fazemos até mais

Todo mundo quer se dar bem

Pro dinheiro diga amém
A vida e um cheque em branco
Entre na fila do banco
Tem o poder quem o tem

Somos todos iguais

Somo todos anormais
Queremos paz na guerra
E destruímos a terra
E fazemos até mais...

terça-feira, 8 de abril de 2014

Mirabolantes

Imagem relacionada
Em sonhos sonhei coisas mirabolantes
Impossíveis giravam feito carrossel
Eram livros fechados pelas estantes
Nuvens vagabundas pelo meu céu

Cavaleiro de cem batalhas perdidas

Conservo entretanto alegres figuras
Tenho que viver muitas e muitas vidas
Para que as feridas tenham suas curas

Façamos agora o mais novo ritual

É hora das fadas virem aqui também
Em cada dia um novo carnaval
E uma partida em mais um trem

Nova telas vão se desenhando

Na forma de artísticas espirais
E vamos no até e no até quando
Até poder ou até não poder mais

Eu daqui vejo mais mil miragens

Em meio ao que chamo deserto
E queria as minhas velhas imagens
Que não estão mais aqui perto

Tremulam ao vento os pavilhões

E as notícias estão vindo do norte
Acabou-se o medo dos canhões
E caiu a máscara da cara da morte

Em sonhos sonhei coisas mirabolantes

Impossíveis giravam feito carrossel
Eram apenas resultantes instantes
Que povoavam este meu céu...

Quase Isso


Eu amei e não vi mais nada
E a vida foi quase um rebuliço
E quando vi havia estrada
E a morte era quase isso

Logo eu que era um louco

Que não tinha compromisso
Que vivia e achava pouco
E a vida era quase isso

Mas o amor não deu em nada

E em nada me desperdiço
Procura ainda minha amada

E se arrefeço eu mesmo atiço

Ladro feito cão pela madrugada
E o amor é quase isso...

Carliniana CXXXIII ( O Grão Nosso de Cada Dia )

Cada dia um grão... Olha o trem chegando na estação! Vou no armarinho comprar uma estrela de papel Vou colocar as velhas asas pra poder entã...