Não estamos mortos,
Mas também não estamos vivos...
É sabido e bem sabido que é,
Que a nossa descrença vem da fé,
Que a nossa profanação é diferente
É feita de um dia a dia mais doente...
Não somos bons,
Mas também não somos maus...
Agora chove aqui e chove lá também,
A vida continua com aquele seu porém,
Porém tudo aquilo que vive também morre,
Assim é como o tempo que de tudo corre...
Hoje não é ontem,
Mas amanhã assim o será...
Mais de um pássaro caiu naquele chão,
Qualquer berço pode ser mais um caixão,
Qualquer festa para gregos e troianos carnaval,
Enquanto sambamos no meio desse pantanal...
Não estamos mortos,
Mas também não estamos vivos...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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