Flamingos sonoros. Paper arisco.
Maria Balalaica acaba de sorrir.
Jogaremos dados com nossos pés.
Uma tranquila calma luciferiana.
Ela só se veste com a sua nudez.
Gases sólidos. Brinquedos aéreos.
Tudo que aconteceu foi já ontem.
Estou sentido com meus sentidos.
O jardim não produz mais bicicletas.
Aranhas em telas. Lusas eminências.
Ferimentos invisíveis. Balões fatais.
Moedas de troco. Orgias de ogivas.
Ele possui cáries tão sorridentes.
Foi apenas mais um destes splishs.
Muretas caladas. São Paulo vazio.
Mudem a muda. Atanília guerreou.
Abóboras e melancias falam tudo.
O nosso futurismo é coisa do passado.
Meu riso é sério. Minha mudez grita.
Estalo de dedos. Sopro de vela.
Faltam as violas. A violência sobra.
Dói esse meu calo. Quase sempre.
Sombra boxeadora. Anis estalado.
A costela nunca precisou de Adão.
Toda moeda é apenas claro enigma.
Lido e relido. Visto e não-visto.
Nada muda até que haja a mudança.
Lindos pés. Argumentos infalíveis.
Circo fechado. Clowns claudicantes.
Até certos espirros são afinados.
E pedras delicados travesseiros.
É melhor não enxergar do que ser cego...
(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).























