segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carliniana CXXV ( Um Solo do Solo )

A estrada de ferro é de papel.

Ainda nem descobrimos o fogo.

Só quero ser aquilo que não sou...


Rifa de um quilo de carne podre.

Rebanho de tulipas voadoras.

Mosquitos com alergia à sangue...


A tal paz acabou ficando furiosa.

Novos nomes para coisas velhas.

O faraó acabou perdendo a alma...


Lamentemos novas lamentações.

Agora virou moda conselhos inúteis.

Só bebemos água se for no palito...


As minhas dúvidas são engraçadas.

Até o nada tem seu mais justo valor.

O amor é o mais óbvio dos pesadelos...


Todas as manhãs possuem suas manhas.

Minha solidão acontece acompanhada.

Os cigarros entopem minhas pobres veias...


Fiz um corredor polonês só de ideias.

É tolo aquele que nunca conheceu a tolice.

Para ser morto tem que estar vivo antes...


Toda decisão é o fruto de alguma indecisão.

A realidade também possui sua máscara.

Todos os dias de sol temem que tenha chuva...


Ele sorriu com a implosão do prédio luxuoso.

A mosca fez mais um curso de aerodinâmica.

Na plateia não tinha ninguém para as palmas...

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