A estrada de ferro é de papel.
Ainda nem descobrimos o fogo.
Só quero ser aquilo que não sou...
Rifa de um quilo de carne podre.
Rebanho de tulipas voadoras.
Mosquitos com alergia à sangue...
A tal paz acabou ficando furiosa.
Novos nomes para coisas velhas.
O faraó acabou perdendo a alma...
Lamentemos novas lamentações.
Agora virou moda conselhos inúteis.
Só bebemos água se for no palito...
As minhas dúvidas são engraçadas.
Até o nada tem seu mais justo valor.
O amor é o mais óbvio dos pesadelos...
Todas as manhãs possuem suas manhas.
Minha solidão acontece acompanhada.
Os cigarros entopem minhas pobres veias...
Fiz um corredor polonês só de ideias.
É tolo aquele que nunca conheceu a tolice.
Para ser morto tem que estar vivo antes...
Toda decisão é o fruto de alguma indecisão.
A realidade também possui sua máscara.
Todos os dias de sol temem que tenha chuva...
Ele sorriu com a implosão do prédio luxuoso.
A mosca fez mais um curso de aerodinâmica.
Na plateia não tinha ninguém para as palmas...

Nenhum comentário:
Postar um comentário