Tudo é apenas um ritual...
Um ritual desesperado, mas um ritual...
(Desculpem se abuso das reticências...)
Tudo é apenas um vento leve...
Não sei de onde veio, mas pode aumentar
E ser o furacão de amanhã...
Tudo é uma fake news...
A língua maliciosa falou, falou sim
E o desastre foi inevitável...
Tudo é apenas um carnaval...
Temos novas multidões de solitários...
As mais coletivas das solidões...
Tudo é mais uma das contradições...
Até hoje só tivemos isto...
Toda eternidade um dia acaba morrendo...
Tudo aquilo que eu queria dizer...
Por agora, só há isso...
Somente um corpo, nada mais...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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