Estética da fome,
Apenas data, apenas nome
E eis que está tudo consumado
E o morto? Deitado...
Silêncio... Apenas dormindo,
O choro? Vem rindo,
A mais fatal das ironias...
Só anos, não mais dias...
Domínio do medo,
Nada na hora, tudo mais cedo
E uma canção feita de nada
E a morta? Deitada...
Silêncio... Vermes comendo,
O medo? Crescendo,
Sem poder escapar...
Ou morrer ou matar...
Estática new home,
Tudo quer, tudo consome...
E eis que os dias são consumados
E os mortos? Sempre deitados...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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