Toda negação é fria,
Toda denúncia é vazia,
Nós nem sabemos
Aquilo que escolhemos...
Toda espiral é reta,
Toda fumaça é concreta,
Nós nem sabemos
Se vivos ou morremos...
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Estou pra lá de pra lá. Me embriaguei de todos os versos possíveis. Fiquei até meio zonzo. Fumei os sonhos mais insólitos todos de uma vez. Quase tropecei e caí na rua. Aspirei todos os aromas possíveis e não deixei escapar tempo nenhum. Estou pra lá de pra lá...
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Que a terra lhe seja leve,
Que a guerra lhe seja breve,
Muitas cores,
Poucas dores,
Alguns amores,
Que a terra lhe seja breve,
Que a guerra lhe seja leve...
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Comercial bem sincero é esse:
Eu vendo o que você não quer,
Para o que você não precisa,
Por uma grana que você não tem,
Custa o tempo que você perdeu,
Por uma oportunidade que não existe,
Compra aí, seu idiota...
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Foi num tempo em que tudo era bem diferente. Era bem diferente sim, isso era. O pouco que me lembro, já me basta para lembrar. A idade era bem menor, a inocência mais um pouco, era mesmo, mas o medo, esse sim, já existia e, se não era do tamanho que é hoje, mesmo assim, ia crescendo. Às vezes devagar, às vezes não. Era melhor, era pior? Não, era apenas diferente...
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É a era que estamos...
Quanto pior? Gostamos...
Nem sabemos escrever direito...
Toda qualidade? Agora é defeito...
Registramos toda a vergonha...
E que nos cura? A peçonha...
É a era que estamos...
E nem mais pensamos...
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Um rio cortado ao meio
Não irá mais até o mar
Ficará por aqui mesmo
Em terras que não são suas...
Um amor interrompido
Só trará mais mágoas
Choros virados para a parede
Noites insones e intermináveis...
Um sonho quebrado no chão
Um nova estrela que caiu
O fim de toda a esperança
Como um aborto malvado...

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