domingo, 17 de maio de 2026

Caverna de Modernidades

Quanto mais para frente, mais para trás...

(E os domingos são segundas! São sim!)

É hora de desaprendermos quase tudo

Assim como aumentarmos o nosso medo

E inventarmos mais necessidades vitais...


Quanto mais bondosos, mais malvados...

(E o amanhã é ontem reciclado! Pois não!)

A ciência foi feita para os que possuem

E tudo que será uma hora mais obsoleto

Será usado pela multidão feita dos tolos...


Quanto mais pacíficos, mais violentos...

(Hoje comeremos a pomba da paz! Comeremos!)

Cada rua é mais um novo e perigoso desafio

Para isso são dispensados todos os relógios

E todas as convenções serão jogadas no lixo...


Quanto mais comuns, mais inéditos...

(Hoje teremos pão! Ou não teremos nenhum!)

O Diabo sambou em cima do caco de vidro

E todos os enfeites que haviam nos jardins

Agora estão numa caverna escura de modernidades...


(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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Caverna de Modernidades

Quanto mais para frente, mais para trás... (E os domingos são segundas! São sim!) É hora de desaprendermos quase tudo Assim como aumentarmos...