Quanto mais para frente, mais para trás...
(E os domingos são segundas! São sim!)
É hora de desaprendermos quase tudo
Assim como aumentarmos o nosso medo
E inventarmos mais necessidades vitais...
Quanto mais bondosos, mais malvados...
(E o amanhã é ontem reciclado! Pois não!)
A ciência foi feita para os que possuem
E tudo que será uma hora mais obsoleto
Será usado pela multidão feita dos tolos...
Quanto mais pacíficos, mais violentos...
(Hoje comeremos a pomba da paz! Comeremos!)
Cada rua é mais um novo e perigoso desafio
Para isso são dispensados todos os relógios
E todas as convenções serão jogadas no lixo...
Quanto mais comuns, mais inéditos...
(Hoje teremos pão! Ou não teremos nenhum!)
O Diabo sambou em cima do caco de vidro
E todos os enfeites que haviam nos jardins
Agora estão numa caverna escura de modernidades...
(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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