Nova idade
De exageros antigos
De bunkers sem abrigos
De colegas que são inimigos...
Nova idade
De senhas esquecidas
De amores sem margaridas
De mortes fantasiadas de vidas...
Nova idade
De covas condomínios
De mais invisíveis domínios
De maldades com patrocínios...
Nova idade
De ouvintes surdos
De argumentos absurdos
De oradores mais que mudos...
Nova idade
De ricos impunes
De doentes mais imunes
Desta separação que nos une...
Nova idade
De insossa delícia
De desastrada perícia
De mais mortal carícia...
Nova idade...
(Extraído da obra "Palavras Modernas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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