Não foi ingrata como parecia, foi muito, mas muito mais mesmo. Qualquer superlativo ainda é fraco perante ela. O engraçado é que como ela existem muitas pessoas pelo mundo, livres e soltas para fazerem suas maldades. Não são doentes como poderíamos até achar que são - são simplesmente más. Algumas possuem defeitos expostos, outras não, esses são escondidos como certas relíquias em gavetas bem fechadas. Algumas também apontam seus alvos e atiram: pam! Se acertam, problema de quem foi ganhou o tiro... Se não acertam, também sabem fazer uma bela encenação. Outras, exemplares um pouco mais raros, passam a vida em branco, parecendo que são boas pessoas, mas não são, seu veneno está guardado num vidrinho e se um dia precisarem, certamente utilizarão... Ela é uma delas - psicopata. E eu, apenas um azarado que a amou e se ferrou com todas as letras, mas na falta de um termo mais exato, chamarei de ingrata. Até rima que nem naquela música...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
domingo, 8 de março de 2026
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Ingrata (Miniconto)
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