domingo, 8 de março de 2026

Ingrata (Miniconto)

Não foi ingrata  como parecia, foi muito, mas muito mais mesmo. Qualquer superlativo ainda é fraco perante ela. O engraçado é que como ela existem muitas pessoas pelo mundo, livres e soltas para fazerem suas maldades. Não são doentes como poderíamos até achar que são - são simplesmente más. Algumas possuem defeitos expostos, outras não, esses são escondidos como certas relíquias em gavetas bem fechadas. Algumas também apontam seus alvos e atiram: pam! Se acertam, problema de quem foi ganhou o tiro... Se não acertam, também sabem fazer uma bela encenação. Outras, exemplares um pouco mais raros, passam a vida em branco, parecendo que são boas pessoas, mas não são, seu veneno está guardado num vidrinho e se um dia precisarem, certamente utilizarão... Ela é uma delas - psicopata. E eu, apenas um azarado que a amou e se ferrou com todas as letras, mas na falta de um termo mais exato, chamarei de ingrata. Até rima que nem naquela música... 

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