Minha cabeça não está confusa,
É a minha alma que agora está...
Por que a vida dá gritos chamando
Se a morte nos levará qualquer dia?
Esta nossa conta nunca acerta,
Mesmo quando aprendemos...
Por que há tanta comida por aí
E são tão poucos os que comem?
Meu sono nunca se faz tranquilo,
É povoado de banais pesadelos...
Que destino é esse que nos maltrata
Se nem ao menos pudemos escolher?
Minhas feridas nunca irão fechar,
As cicatrizes são como lembranças...
Mas quem foi que apagou essa luz
Se nós ainda permanecemos na sala?
O sofrimento é uma piada sem graça
Que faz até os palhaços chorarem...
Que teoria louca poderá nos explicar
Exatamente o que não tem explicação?
Todos os carros agora passam apressados
Como se o tempo se importasse com isso...
Nesses dias de hoje não enxergam mais
Que certas pressas só causam desastres?
Minha cabeça não está confusa,
É a minha alma que agora está...
Por que a vida dá gritos chamando
Se a morte nos levará qualquer dia?...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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