Sem partituras
Apenas ruídos impactantes
E o primeiro pássaro do dia
Cantando do lado de fora.
Tudo estará azul
Até os lilases conflitantes
Que vão acompanhar
Tantos réquiens sem tino.
Eu engulo tudo
A minha saliva amarga
E todos estes versos
Que afinal nunca fiz.
Nenhuma pergunta
Todas as afirmações
Com dúvidas
Que existem sempre.
Um dia serei raiz
De uma pobre planta
Que nasceu por aí
E também morrerá.
Eis um menino na calçada
Tocando seu instrumento
Enquanto seu cãozito
Agradecia as moedas...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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