Ainda não...
As mãos do poeta não ficaram imóveis
Desistindo de procurarem o verso ideal
Diferente dos que escrevi de forma inútil
Tentando mostrar as alegrias que não tive...
Ainda não...
Os olhos do poeta não estão fechados
Estão apenas arregalados na escuridão
Que eu teimo em chamar de vida
E que ela por maldade entortou um dia...
Ainda não...
A boca do poeta possui apenas um grito
Ou ainda um riso entre muitos gemidos
Como quem vem em passos firmes
Para colher rosas neste nosso jardim...
Ainda não...
A alma do poeta tem um rasgo de ternura
E esse pedaço que se fez de sobra
Mesmo que mais nada então reste
Poderá dançar pelas estrelas do céu...
Ainda não...

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