quarta-feira, 18 de março de 2026

Não Há Paredes

Não há paredes para minha liberdade

Nem há muros para meus sonhos sequer

Eu engoli o tristeza em um gole só

E fiz da minha sombra boa companhia...


Até o amor não me machuca mais

Com sua partida sem me dizer um adeus

A única realidade mais que possível

São os dedos frios da morte me acariciando...


Saio da frente desta mais cruel tela

Sendo apenas mais eu e nada mais

De tanto pensar acabei descobrindo segredos

E nenhuma crueldade será mais novidade...


Não há paredes para os meus versos

E eles me seguirão nos caminhos que for

Se serão lidos ou não não são problema meu

O último deles será como o fim da chuva...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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Não há paredes para minha liberdade Nem há muros para meus sonhos sequer Eu engoli o tristeza em um gole só E fiz da minha sombra boa compan...