Água amarga. Ejaculação precoce.
Espelho de lata. Cabeça entre as pernas.
Uma cortina de lençol na porta do quarto.
Acabou o sol quase agora.
Piercing no olho. Quentinha azedada.
Riso histérico. Sensação de nuvens.
Inventei uma nova forma de desespero.
Uma fogueira sob as águas.
Chá das seis. Escrita inculta.
Tapa nas ventas. Arame farpado.
Os canhões um dia irão desmaiar.
Um gole de absinto para mim.
Moqueca de gelo. Fumaça etílica.
Fila da morte. Ovos velozes.
Só sou louco quando eu respiro.
Morri quinhentas vezes.
Palavras iletradas. Patos caçadores.
Transando de tênis. Barulho furtivo.
Agora só sabemos o que não sabemos.
O cientista desaprendeu tudo.
Fila baiana. Estepes furados.
Casacos esfriantes. Beleza horrível.
Não tenho grana nem pro cigarro.
Esqueço quem eu não fui.
Fotografia para cegos. Diversão triste.
Tensão indomável. Pombos belicosos.
Nunca mais seremos de novo felinos.
A improvável beleza do ter.
Cantoria solitária. Dia improvável.
Vitória esfacelada. CrÂnio rachado.
Nunca se sabe de onde vem o vento.
Toda Babilônia é aqui...
(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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