A morta
Vem ela de perna torta...
Vem ela de tempo curto
Correndo atrás do meu surto
Vem logo pedir cigarro
Se pode para o meu carro
Quer dar beijo na boca
Que louca, que louca!
A morta...
Ela quase não me suporta...
Vem ela fazendo bico
Botando fogo no circo
Estranha mas conhecida
Tá sempre puta da vida
Tem sempre a cabeça oca
Que louca, que louca!
A morta...
Se esconde atrás da porta...
Vem ela pedindo abrigo
Trazendo mais um perigo
Que nem alguns anos atrás
É coisa que nem lembro mais
Desgraça é coisa pouca
Que louca, que louca!
A morta...
Agora nada mais importa...
(Extraído do livro "Insano" de autoria de Carlinhos de Almeida).

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