sábado, 28 de fevereiro de 2026

Apague O Sol

São tantas as feridas

Destas e de outras vidas

Que não se pode medir

Perigos aqui e ali

Em casa ou na rua

No mundo ou na lua...


Apague o sol, isso fere meus pobres olhos...


São tantas as manias

Que preenchem os meus dias

São tantas as emboscadas

Pelas curvas das estradas

Que já me incomoda mais

Queria só um pouco de paz...


Apague o sol, a noite me faz mais carícias...


São tantas as saudades

Vindas de algumas outras idades

Coisas que esqueci até o que era

O morto verão e a finada primavera

O esquecido menino é o velho que sou

E afinal nem sei pra onde vou...


Apague o sol, apague logo, apague...


(Extraído do livro "Escola dos Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Caos Prometido

As pedras tornadas em pó.

Espinhos para o travesseiro.

Madrigais pelas madrugadas.

Não há mais perfume pelo ar.

Quintas-feiras pelos quintos.


O prédio desabou até.

Venda por uma cesta básica.

Trocar a alma pelo corpo.

Babilônias com barracos.

Tatuagens feito rabiscos.


Nunca mais será nunca mais.

Nova descoberta antiga.

O ouro dos meninos sumiu.

Nada é mais belo que o nada.

Um cigarro atrás do outro.


Sem gole d'água para sedentos.

A infâmia de certos quadrinhos.

Tatuagens malfeitas das peles.

Contagem imediata de mortes.

Guerrilheiros dançando xaxado.


As pedras tornadas em pó.

Espinhos para nossa travessia.

Madrugadas pelos madrugais.

Não há mais perfume pelo bar.

Quintas-feiras pelos quintais.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Rude

Através do vidro a paisagem.

Os sonhos já morreram.

A vida faz carícias para ferir.

No Paraíso também se sofre.

A verdade do amor mente.

O azul também é vermelho.

Os bicos dos teus seios.

Uma profundidade tão rasa!


A brisa mansa não é mansa.

Em volta da fogueira o silêncio.

Mais um refrigerante please.

As margaridas estão chorando.

Eu sou o rei de mim mesmo!


Amanhã não é mais hoje.

Há alegria no fundo do copo.

Versos também incomodam.

Um mosquito voa até.

Toda morte vem mais cedo.

Ela possuía medo dele.

O inocente também é culpado.

Ainda bem que nós voamos!


Espinhos servem para proteger.

Nossos pés é que nos levam.

Um café para o pobre aqui.

As nuvens e o sol são amigos.

Caiu uma moeda do meu bolso!


Não toque em mim nunca.

A vida é apenas sobrevivência.

O cangaço nunca que acabou.

Soco na cara dos mentirosos.

Não dúvida na minha dúvida.

Eu desaprendi a fazer contas.

Ganho mais com certas perdas.

Tudo não tem preço algum!...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Teoria do Impossível

Só o impossível acontece...

Grande mistura de tempos e figuras. De sóis sem donos em manhãs mais do que vadias. Poetas velhos e velhos poetas numa exposição iconográfica de pesadelos mais do que fixos. Tudo pode não acontecer...

Só o improvável acontece...

Não sou bom e não sou mau. Uma mistura antagônica acontece em meu ser. Quando nasci prendi o tempo em uma triste gaiola sem pássaro algum. Quando se abrirá a porta da cela nunca se sabe...

Só o insólito acontece...

Notícia que ninguém estava aguardando. Manchete inútil pelas redes espalhadas em telas. Mentiras descabidas de uma elite suja de falsos profetas. Quem viver, não vai querer ver mais nada...

Só o desinteressante acontece...

Tombos programados de infelizes embriagados. Nudez decorrente das putas de plantão. Coprolalia consagrada em paredes dos mais sujos banheiros. Passagens compradas para um trem que irá ao inferno e acabou de chegar na estação...

Só o desesperante acontece...

Ameaças de bombardeios capitalistas. Cultura bizarra que atrai as multidões como moscas no mel. Esterco de porcos que sabem voar. Jogo das cadeiras sem cadeira alguma. Felicidade manca de conselhos inúteis...

Só o delirante acontece...

Histórias aberrantes com frágeis testemunhas. Memórias que nem todas as águas consegue lavar. Os sonhos acabam incomodando mais do que as moscas. E o mato teima em crescer pelos quintais. Toda poesia morre envenenada pela mediocridade...

Só o impossível acontece...

 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Carliniana CXXVI ( Redes Sem Sociais )

Eu próprio me desconheço

Nem sei mais o meu endereço...


Isolado numa multidão

Pobre do meu pulmão

Só para ele apenas um caixão...


Eu próprio me desconheço

Virei apenas um adereço...


Pulando carnaval sozinho

Não é rosa nem espinho

É apenas outro caminho...


Eu próprio me desconheço

De mim não tenho apreço...


Querendo uma nova ideia

Existem vaias na plateia

Não temos uma panaceia...


Eu próprio me desconheço

Se subo ou se desço...


Uma rede na varanda

Começou a nova ciranda

O que não voa - anda...


Eu próprio me desconheço

Não sei se é fim ou começo...

A Morta

 


A morta

Vem ela de perna torta...


Vem ela de tempo curto

Correndo atrás do meu surto

Vem logo pedir cigarro

Se pode para o meu carro

Quer dar beijo na boca

Que louca, que louca!


A morta...

Ela quase não me suporta...


Vem ela fazendo bico

Botando fogo no circo

Estranha mas conhecida

Tá sempre puta da vida

Tem sempre a cabeça oca

Que louca, que louca!


A morta...

Se esconde atrás da porta...


Vem ela pedindo abrigo

Trazendo mais um perigo

Que nem alguns anos atrás

É coisa que nem lembro mais

Desgraça é coisa pouca

Que louca, que louca!


A morta...

Agora nada mais importa...


(Extraído do livro "Insano" de autoria de Carlinhos de Almeida).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Rosa Ilógica ( É Que Eu Nunca Sei )

aquele sorriso que você não me deu

naquela praça que nunca existiu...

sonoridades que só o silêncio pode dar

num mar parado com todas ondas que há...

um grande poema sem ter verso algum

escrito num muro que não existe mais...

um grande beijo que eu não pude roubar

numa boca que nunca esteve por aqui...

é que eu nunca sei aquilo que quero

como se fosse uma ereção involuntária...


o colorido mais que súbito e imaginado

na velha televisão que era preto-e-branco...

a inusitada notícia de que nada aconteceu

neste último minuto que o mundo girou...

aquele doce que era o mais azedo deles

dentro da boca sem uma saliva alguma...

a mentira mais verdadeira que existiu

proferida pelo meu filho que não nasceu...

a violência que acabei nunca praticando

e que me deixou com inúmeras cicatrizes...


hoje só querem pratos mais enganosos

de um otimismo barato e sem gosto algum...

ficarem de joelhos em preces tão inúteis

até que as suas carnes comecem a doer...

o meu cão agora está roendo um osso

que fala mais do que qualquer um epitáfio...

aconteceu tudo aquilo que não deveria

num ineditismo totalmente programado...

é que eu nunca sei aquilo que quero

como numa cena pornográfica mais inocente...


(Extraído do livro "Farol de Nulidades" de autoria de Carlinhos de Almeida).

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Mortos Não Querem Palmas

 


Em qualquer lugar... Em qualquer lugar...

A plateia está vazia? Nada posso fazer...

Nada esperava mesmo... Nada mesmo...

Quando muito o menino um dia sonhava

Com alguns sonhos que hoje pesadelos...

Toquem uma canção qualquer aí!

Quem sou eu para ligar qual seria?

Ainda há um gole de refrigerante no copo

Está doce mas o seu gás acabou fugindo...

Alguns mosquitos ainda dançam no ar

E antes eu possuía a melhor das intenções...

Cadê a bailarina? Não fugiu com o palhaço...

Escutem esse choro bem baixinho que é meu...

Antigos rostos agora estão em suas fileiras...

Imóveis como velhas garrafas nas prateleiras

Onde o pó do tempo se acumula malvado...

Eu pensava em coisas mirabolantes tão

Mas não ganhei e nunca ganharei o prêmio...

Agora descobri a mais crua das verdades:

O cego ria da cegueira de quem enxergava...

Não preciso de ter calma alguma, não preciso...

Um simples aperto de botão acabará com tudo...

Quem magoou o passado e cuspiu no presente

Não merece mais ter algum futuro algum...

Quebrem todos os metais em paredes de água...

Fumem seus cigarros até que lhes falte o ar...

Cada nome é o que basta para cada epitáfio...

Cada passo que dou é apenas mais um deles...

Já estamos fartos de belas mentiras piedosas

Mas teimamos em darmos conta de tal fato...

O pão de hoje não irá para a boca dia seguinte...

Todos os poetas que agora estão deitados sabem:

Mortos não querem palmas, em qualquer lugar...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Invencionário Puético Paira Us Quasi Sãus

 


É Nainuque nui fuck-truck.

Coincurso interplainetário di meleicas.

Queim peidari mai gainha.

Deisepero de cairnaval de moistrar a buinda.

Sivirina Xoque-Xoque laivoiu ia gaitia.

A serpeinte sói quier maimão à milaneisa.

But-But sói uisa bute. 

Na bairraca de Manéli Mindiguinho sói tai sóizinho.

Nóive cum mai nóive ié noveinta i nóive.

Tai tuido bileza foira eissa meirda toida?

Vaineca sói goista di laimber perereica.

Uim, doi, doi, viai cumer arroiz.

Quaitro, ciinco, sieis, viai cumer traiz veiz.

I chaima nai boica du caichorru.

Teirizinha Pauu Grandi nãoi mi einchi u saico.

Tadim eile isticou u peirnil.

Sii tui nuim saibi ié sói iri apreindeindo.

Tui ié mai baibaca qui u baicaca mai baibaca.

Teineco ié pirigoisu deipois qui dái uim teico.

Filícia tái siempre filiz cum ia dilicia.

Paipai mei dái uim paipel deisse.

Nui raibo du taitu teim taitu.

Ahi piriguiba di manchueia teneibru saifadico.

É Nainuque nui fuck-truck...


(Extraído do livro "Maluqueci de Vez" de autoria de Carlinhos de Almeida).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Só Um Corpo

 

Tudo é apenas um ritual...

Um ritual desesperado, mas um ritual...

(Desculpem se abuso das reticências...)

Tudo é apenas um vento leve...

Não sei de onde veio, mas pode aumentar

E ser o furacão de amanhã...

Tudo é uma fake news...

A língua maliciosa falou, falou sim

E o desastre foi inevitável...

Tudo é apenas um carnaval...

Temos novas multidões de solitários...

As mais coletivas das solidões...

Tudo é mais uma das contradições...

Até hoje só tivemos isto...

Toda eternidade um dia acaba morrendo...

Tudo aquilo que eu queria dizer...

Por agora, só há isso...

Somente um corpo, nada mais...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Joy

 

Esperar com ansiedade um novo encontro

Com a pressas das gotas caindo do céu

Mesmo quando não possamos pegá-las

Com a mesma frequência que foi antes...


Nem liguemos mais para este frio que vem

E o nosso desconhecimento de certos risos...


Tudo que é simples pode ser mais complicado

Mas mesmo assim a teimosia contribui conosco

Para que certos passos aconteçam de vez

Mesmo que não saibamos até o quando será...


Um nome qualquer para ser sempre dito

Mesmo sem palavras e com a boca fechada...


Quero desconhecer qualquer norma estética

Descumprindo todos os compromissos possíveis

Se isso for o que mais seja o mais necessário

Assim como todos os rios decidem ir ao mar...


Escolhamos as cores mais absurdas que existem

E mesmo assim com elas pintemos qualquer céu...

De Venenos & Sons

 

Estou rindo freneticamente:

Como um filho-da-puta qualquer

Que escutou um barulho na madrugada

Mas que já estava acordado

Quando o seu cão latiu...


Quem me dera não pensar nada

Já que pensamentos trazem saudade

E eu nunca fui e nem serei cavalheiro

E os meus pés às vezes desobedecem

Minhas ordens de comando...


Acredito piamente nas mentiras

Desde que com alguma cobertura doce

E um sorriso da mais pura maldade

Como quem acha que a fila é pequena

E o sacrifício necessário...


O circo nem chegou na cidade

E eu já preparo as mais tolas palmas

Achando que tudo está em seu lugar

Porém faltas peças neste quebra-cabeças

E todo engano é tão tolo...


Toda madrugada tentou ser azul

E qualquer merda que se diga poema

Tem direito a pelo menos um cigarro

Antes de encostar no triste paredão

Antes que seja executado...


Vivamos o mais velho inédito

Antes da próxima chuva no deserto

E antes que a fogueira se apague

Não somos velozes e nem furiosos

O tempo é que sempre o foi...


Estou rindo freneticamente?

Escuto a antiga canção com atenção

É que me lembrei dela quase agora

Mesmo que o som seja baixo demais

Como meu usual desespero...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carliniana CXXV ( Um Solo do Solo )

A estrada de ferro é de papel.

Ainda nem descobrimos o fogo.

Só quero ser aquilo que não sou...


Rifa de um quilo de carne podre.

Rebanho de tulipas voadoras.

Mosquitos com alergia à sangue...


A tal paz acabou ficando furiosa.

Novos nomes para coisas velhas.

O faraó acabou perdendo a alma...


Lamentemos novas lamentações.

Agora virou moda conselhos inúteis.

Só bebemos água se for no palito...


As minhas dúvidas são engraçadas.

Até o nada tem seu mais justo valor.

O amor é o mais óbvio dos pesadelos...


Todas as manhãs possuem suas manhas.

Minha solidão acontece acompanhada.

Os cigarros entopem minhas pobres veias...


Fiz um corredor polonês só de ideias.

É tolo aquele que nunca conheceu a tolice.

Para ser morto tem que estar vivo antes...


Toda decisão é o fruto de alguma indecisão.

A realidade também possui sua máscara.

Todos os dias de sol temem que tenha chuva...


Ele sorriu com a implosão do prédio luxuoso.

A mosca fez mais um curso de aerodinâmica.

Na plateia não tinha ninguém para as palmas...

Carliniana CXXIV ( Ecos Abortados )


 Ganzás elétricos e poses anatômicas.

Tesão econômico e fotos abstratas.

Só vamos para Roma em nossos jumentos.

Fardos leves e pecados inexistentes.

Histórias cínicas e lembranças mortais.

Hoje teremos marimbondos no jantar.

Folias morais e eternos descasos.

Filas intermináveis e Zezés descabelados.

Uma pantomina nem sempre é uma.

Virgens disfarçadas e cavaleiros cadeirantes.

Epopeia de uma rotina e sangue incolor.

Nosso Ocidente só gosta de mentir.

Pesadelos agradáveis e najas inofensivas.

Rapé para filósofos e sujas camisas.

O lixo das calçadas é o mais decorativo.

Teorias de louça barata e chinelos em 3D.

Moscas higiênicas e possessões comuns.

A Terra do Nunca está superpovoada.

Toda a higiene metal e peidos industriais.

Validade quase vencida e vermes gentis.

Todos os defeitos agora são qualidades.

Obesidade desejada e hierofantes vulgares.

Manifestações imanifestas e tigres medrosos.

A moeda está sempre estará no fim do túnel.

Demônios inocentes e querubins blasfemos.

Facas acrílicas e banhos que sujam.

Mais um dia que começa para se acabar...

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Visagem

Nosso medo

É apenas um brinquedo...


Quer ajuda?

Não se iluda...

É apenas um deus-nos-acuda...


Nosso medo

É apenas um arremedo...


Quer igualdade?

Saia de impossibilidade...

Aqui só tem maldade...


Nosso medo

É mais um doce azedo...


Quer o sonho?

Nem todo é risonho...

Todo ele tem lado medonho...


Nosso medo

É a morte que vem cedo...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Uma Caixa de Serpentes

Uma caixa de serpentes

Todas peçonhentas 

E todas elas vivas...


As serpentes quais recordações

Boas ou então más ações

Lembranças amarrotadas

Quase tudo ou quase nada...


Uma caixa de serpentes

Todas violentas

Nossas iniciativas...


As serpentes tais quais rotinas

Nossa dose de estricnina

Pecado sem ter perdão

Quase sim ou quase não...


Uma caixa de serpentes

Todas pimentas

Apenas perspectivas...


(Extraído do livro "Pane Na Casa das Máquinas" de autoria de Carlinhos de Almeida).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Minimalismos 8


Não Existe


Não existe começo

o meio é que começa depois

Não existe final

depois dele vem outro começo...


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Era Uma Estrela


Era uma estrela

mas não sabia

Iluminava o dia

mas não sabia...


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É Quem?


Puxa o cabelo

Belisca

Incomoda rindo

Faz até caretas

É quem?

O sonho...


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Tecnologia


Computador

Com puta dor...

Computador

Com puta flor...


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Depende


Depende de você -

O antes,

O durante

Ou o depois...


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Gritos


Grita meu silêncio

Por entre claras madrugadas

Sem lua...


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Ação do Tempo


Tudo demora

Até o agora

Que demora...

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Teatro da Velocidade

 

Tudo é veloz...

Ai de nós!


Numa velocidade sem precedentes

Que pensamos estar até doentes

Quase são e quase dementes

Solitários entre tantas gentes...


Tudo é veloz...

Quase atroz!


Não era fogo e era apenas fumaça

O que chega logo e logo passa

Um jogo apenas de vil trapaça

Que tonteia mais que cachaça...


Tudo é veloz...

Cala a voz!


Eu penso muito e perdi a razão

Sou mero escravo da televisão

Há quase nada nesta imensidão

Estar sozinho numa multidão...


Tudo é veloz...

Até o algoz!


A manhã já acontece mesmo fria

E a tristeza vem junto da alegria

Nada poderá nos conter na teimosia

De viver e morrer com sincronia...


Tudo é veloz...

Mesmo sem voz!...


(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).

Não Há Paredes

Não há paredes para minha liberdade Nem há muros para meus sonhos sequer Eu engoli o tristeza em um gole só E fiz da minha sombra boa compan...