Quando tantos idos não forem mais idos
E as músicas sem propósito pararem de tocar
Quando as respostas pararem seus sentidos
E todas as estrelas pararem o seu brilhar
E os espelhos tiverem todos já partidos
Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...
Quando os versos forem todos então lidos
E a plateia para aplaudir então se levantar
E houverem beijos públicos e até escondidos
Como os que ela nunca quis antes me dar
Quando cessarem esses ruídos nos ouvidos
Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...
Quando meus ossos mesmo se carcomidos
Alguma lembrança ainda poderem te dar
E alguns lances que foram mais divertidos
Vierem em nossa mente para poder brincar
Não chore por eu ter então apenas morrido
Eu estarei lá! Eu estarei lá! Eu estarei lá...
(Extraído do livro "Leonardo e O Chão" de autoria de Carlinhos de Almeida).






