Blog do Carlinhos
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Cococa (Miniconto)
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Traditio
Brindes de vinagre e bastante sal.
Fazer cara feia é apenas um hábito.
Os escravos de Jó queria apenas pó.
Uma ameixa para quarenta idiotas.
Eu sou o meu terror pelas madrugadas.
Todos são livres para fazerem merda.
Qualquer vertente carece de origem.
Me disfarcei de sexta-feira anteontem.
A vergonha agora é motivo de orgulho.
A putaria tem salutar efeito moralizante.
Diga logo aos carneiros quem são bodes.
É que temos graça em qualquer desgraça.
Eu só tomo café agora por via intravenosa.
Se um dia evoluirmos viraremos macacos.
Me dê trinta dias que eu lhe faço um mês.
Surgiu uma banda de rock só de violinos.
A única solução plausível é ter nenhuma.
Um vampiro nunca conhecerá o outro.
No Inferno existe faxina com frequência.
Bolos nas mãos servem para parabéns.
Todo passado é o começo de todo o fim.
Raramente a fama não persegue o money.
Ela sempre comia biscoitos maquinalmente.
Cada verso acaba perseguindo as estrofes.
Na loteria do cão o vencedor foi o gato.
Ontem mesmo esqueci que tinha amnésia...
(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).
Doces, Chinelos e Leques (Um Poema de Pobreza)
Vamos comemorar a simples destruição
Que o tempo vem fazendo desde que é tempo
Medido em areia ou sombras ou nas telas...
Mostrar uma falsa esperança que inexiste
Porque como sonhadores por profissão
Esta é a nossa tarefa como quem enxuga gelo...
Comida feita para não ser nunca comida
Champanhe aberta para não ser bebida
Roupa nova para encobrir nossa feia estética...
Banquete etílico, meu senhor, banquete etílico
Mesmo quando uma gota de álcool não vai na boca
E a brisa leve não é mais do que simples vento...
Onde estão as alegrias que rebentaram ontem?
Hoje alguns miseráveis dormem e outros não
Apesar de que cada um tem um quê de miserável...
Ontem foram vendidas novidades já esperadas
Doces e chinelos e leques para a falsa elite
Tudo num lindo branco de cor cinza-carvão...
Hoje a sujeira do mundo espera quem limpe
A esperança no formato de um falso carnaval
Esperando todas as tragédias possíveis...
(Extraído do livro "Escola de Mortos" de autoria de Carlinhos de Almeida).
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Surfando Entre Gatos e Ratos
Rabos de letras. Ossos de boi.
Felicidade de dentes. Hostilidade sã.
Cores insólitas. Inexistente razão.
Apelido inédito. Carimbos calmos.
Rainha do nada. Valete duvidoso.
Eu nunca. Caí galopando...
Ontem eu tive um surto agora...
Afinidade apática. Insônia sonolenta.
Tonelada de plumas. Riqueza pobre.
Honestidade duvidosa. Morte recente.
Lamento imperativo. Medo impetuoso.
Sabedoria etílica. Taça renal...
Minhas quartas têm cara de quinta...
Descubra limbos. Vulvas adicionais.
Sorvetes melancólicos. Saudade geral.
Economia master. Mecânica sutil.
Chá das seis. Supercílios anônimos.
Bola de grude. Anel de doce...
Sofro de um anacronismo tão severo...
Copacabana é minha. Chapéu de mouro.
Explicação barata. Velozes e curiosos.
Musa psicopata. Esperto otário.
Sexo urgente. Redenção perdida.
Beijos troianos. Carícias de Isabel...
O arado torto agora estava quase reto...
Saciedade social. Laranjas desérticas.
Sapato andarilho. Rock regressista.
Masturbação coletiva. Dúvida dívida.
Canecas furadas. Tradicional novo.
Carteado sem baralho. Felicidade triste...
Os fantasmas possuem tanto medo de mim...
(Extraído da obra "O Livro do Insólito e do Absurdo" de autoria de Carlinhos de Almeida).
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
Qualquer Um Destes Céus Por Aí
Pássaro vagabundo
com asa ou não,
com asa ou não...
Sem dia certo,
sem hora exata,
qualquer parte serve...
Manhã,
tarde,
noite,
madrugada...
Desde que sonho,
e sonhe
e sonhe...
Longe de muros e perdas,
de homens e guerras
e guerras
e guerras...
Como fumaça voando
e subindo
e subindo...
Mãos nos bolsos
sem os bolsos
para sempre...
Não mais como pombos
e sem armadilhas...
Alguns Poemetos Sem Nome N° 365 *
Não me culpem,
Uma série de fatores acabou contribuindo
Para que eu fosse infeliz
Como todo ser vivente é,
Variando apenas a frequência e a intensidade...
Alguns nem tiveram tempo pra isso
O que acaba sendo uma forma também...
Sonhos que realizei foram poucos, tão poucos...
Não me culpem,
Deixe que eu mesmo faço isso...
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Todo carnaval é um pouco inocente, sabe?
São quatro dias que porque sei lá que conta
Alguém calculou e disse: São esses!
Eles não tiveram culpa de nada do que acontece...
Era só pras pessoas saírem dançando e brincando
Sem motivo algum e até quem sabe
Fazer isso pelo resto do ano até o próximo...
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Nos tempos que eu não sabia nada
Queria saber tudo...
Muitas coisas não aprendi
E nem vou aprender mais...
Voar com asas que não tive...
Ir em terras que não conheci...
Falar em línguas que não aprendi...
Beijar em bocas que nem cheguei perto...
Acabou tudo passando...
Hoje sei de muitas e muitas coisas
Só não quero saber de nada...
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Meio tempo, meio nada
A fórmula do sucesso foi errada
Mesmo assim teimamos
E algum jeito encontramos
Não em frases soltas
Mas em águas revoltas
Mesmo num dia que acabaria
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Eu me concentrei em coisas mais importantes
(Mesmo que talvez não tão imediatas)
Afinal, eu mesmo meço o tempo que tenho...
Quantas gramas de solidão terei que jogar fora...
Quantos gestos de ternura ainda faltam fazer...
E ainda quantos passes de mágica precisarei
Para qualquer um destes céus por aí...
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Sempre é cedo demais pra jogar fora a esperança,
Sempre é cedo demais pra se cansar de viver,
Mesmo que isso pareça ser loucura...
Sempre é cedo demais pra poder correr da raia,
Sempre é cedo demais pra se dar por vencido,
Mesmo que isso pareça o inverso...
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Eu quero um grafismo mais novo
De desenhos coloridos que nunca fiz
Não me importa se haverá retas tortas
Ou se precisarei de paredes para telas...
Se vai haver IA ou não pouco importa...
Desde que sobre algum pedacinho
Que possa chamar de minha alma...
POESIA GRÁFICA XCVI *
A VULVA BELA
A VULVA JANELA
A VULVA AQUARELA
A VULVA NAQUELA
A VULVA APELA
A VULVA PELA
A VULVA DELA...
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CARRINHO DE ROLIMÃ
CARRINHO DE HORTELÃ
CARRINHO DE AMANHÃ
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a CURIOSIDADE matou O gato
A curiosidade MATOU o RATO
a CURIOSIDADE matou O pato
A curiosidade MATOU o FATO
a CURIOSIDADE matou O jato
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seis horas
seis horas
seis horas
seis horas
UM DIA INTEIRO!
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O MUNDO ESTÁ CHEIO
O MUNDO ESTÁ MEIO
O MUNDO ESTÁ FEIO
O MUNDO ESTÁ CREIO
O MUNDO ESTÁ CHEIO
DE ROSAS DANINHAS...
Cococa (Miniconto)
Cococa era um brinquedo valente. Foi achada na praia sem os olhos. Sua dona, a Vanessa, não conseguia falar Mococa, aí ficou Cococa mesmo. M...
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Imersos no tempo Queremos ser o que não somos... Rindo de qualquer piada Para que o coração não esmoreça... Amando todo o perigo Para nossa ...
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É que nem um rio dentro de um envelope Que hoje o carteiro não trouxe nem ontem... Quase um enigma sem segredo existente Que qualquer bêbad...
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Barulho ensurdecedor na malvada avenida. Hora do rush, hora quase feliz... Blasfêmias cantadas nos sonoros aparelhos. O hoje está quase mort...





