Mesmo com loucuras quase normais
E também quase normais também...
Há um sol diferente e quase igual
Iluminando as plantas (teimosas)
Que resistem mesmo que em vão...
Há uma fileira de passos na areia
Ou será naquela terra amarela
Que serve para jogos e passos...
Há um Poeta Louco na praça
Mesmo com a alma sem poesia
E apenas mais alguns enganos...
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Na última vez foi como a última dose
(Desceu queimando pela pobre garganta)
Há tantos eles e elas que sumiram
(Não sabemos se foi por ali ou por lá)
No último canto foi como fosse um grito
(Tantas notas dissonantes que passaram)
Parecia mesmo como uma brasa viva
(Que coloquei na mão de propósito)
Na última água acabei me afogando
(Façanha para algumas simples gotas)
Não precisam pesquisar quais águas
(Lágrimas são conhecidas por todos)...
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As vaias é que foram unânimes...
Mesmo assim minha teimosia teimosa...
Nunca me culparei pelos meus erros...
Coisas demais acabam atrapalhando...
Coisas de menos nem podemos ver...
As estrelas nem por isso param de brilhar...
As vaias é que foram unânimes...
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Nunca procure a beleza em velhos poemas
O tempo acaba levando (até a beleza se vai)
Procure algum resto de sentimento lá
Os sentimentos sim permanecem sempre
E tantos os choros quanto os risos
Acabam repetindo sua mesma tarefa...
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Não ficarão cinzas de mim, não ficarão
Ficarão os restos silenciosos de meus ossos
Brancos e gélidos como todos os outros
Fogueiras extintas de uma noite que passou
Não ficarão cinzas de mim, não ficarão
Serão mais um detalhe desapercebido
De algum canto por aí que será qualquer
Bem mais tranquilos que meu medo agora
Não ficarão cinzas de mim, não ficarão...
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Meu cão dorme no canto da cama
A tranquilidade do dia não o assusta
Meus cigarros malvados vão queimando
Tento contar os segundos que escorrem
Assim como as palavras que não disse...
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Palmas para as pequenas invenções
Que são pequenas e algumas imortais...
Palmas para quem também as inventou...
Palmas para os sorrisos que saem
Mesmo em ruas que são tão comuns...
Sorrisos sem maldade sempre criança...
Palmas para os passos de eterna dança
Que fazem a máquina da alma funcionar...
Até as almas precisam de combustível...
Palmas e palmas e muitas palmas...
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E eu nem notei o quão estava ferido...
A televisão não está mais na sala
E a minha sobrevivência gritou bem mais...
E eu nem notei o quanto estava magoado...
Certas feridas nem são mais notadas
Até que o meu sangue acabe esfriando...
O barco um dia não navegará mais...

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