quarta-feira, 29 de julho de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 368 *

Eram todas as Marias

ou eram todas as Marys?...


Nunca se sabe

mesmo que se saiba

A dúvida de longe

(bem daqui de perto)

Qual cheiro bom

que nunca mais volta...


Eram todas as Marias

ou eram todas as Marys...


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Parece nome de novela.

E até é que é.

Parecida com assombração.

Das que dão até soluço.

Vamos pular?

Se não cair

É que não cai mesmo.

Mas se voar

Vai logo lá pra cima.

Parece nome de novela.

E não é que é?


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É que eu guardo enigmas no bolso

Feito as poucas moedinhas que tenho...

Vou andando na rua passo por passo

E até vou rezando pra nem cair...

É que eu coloco aqui no peito

Os amores que nem consegui amar...

Tenho muito ou algum medo

Que tudo se acabe num estalo de dedo...

É que eu guardava enigmas no bolso

Mas as moedinhas foram caindo...


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Não inventarei mais invenções tolas

Nem vou mais reverenciar amores perdidos

O fogo foi descoberto faz é tempo

A roda foi mais do que anteonte

Não dançarei mais na chuva pra não cair

Nem farei juras que não possa cumprir

O chinês é quem fez essa tal de pólvora

Contar palavras pode ser meio difícil...


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Ela tava feliz porque tava feliz

Com esses seus sapatos novos

E como o velho enfeite de cabelo...

Ele tava feliz porque tava feliz

Porque deu um chute na bola

E fez o gol no meio dessa rua...

Eu tava feliz porque tava feliz

Sem ter mais motivo nenhum

Por ver que a felicidade não precisa disso...


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Eu gasto meu tempo por pura lógica...

O ontem foi fruta madura do pé,

Caiu? Ah, que pena! Não serve mais...

Vamos agarrar o hoje, menino?

Se não pegar, acaba virando ontem...

Eu gasto meu tempo por pura lógica...

Quem me ensinou isso? Foi o tempo...


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Temo mais manhãs do que tempestades...

Muitas coisas nasceram para enganar...

As manhãs enganam e enganam demais...

São apenas histórias boas sem ter final...

Aquela frase ficou suspensa pelo ar...

Uma sentença foi dita e ninguém escutou...

Que tempo estava previsto e não aconteceu?

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