Coisas comuns é o que nos cercam,
Gostaria de tomar um café, mas não há...
Geralmente eu perambulo pelos dias frios
E nem consigo divisar onde está o sol...
Algum bacurau deve ter passado por aqui
Aproveitando que as férias já chegaram...
Dúvidas atrozes acabam corroendo,
Bem mais do que estes grandes enigmas...
Saboreio cada palavra que pode haver,
Mesmo quando neste céu sem ter boca...
Quero apenas mais um pouco do tempo,
Até quando minha urbanidade assim nega...
Às vezes me sinto um desenho animado antigo,
Um daqueles decalques colados na geladeira...
Fui testemunha ocular de certas festas mortas,
Andava na roda-gigante dos parques na praia...
Quem me dera que encontrasse as minhas asas,
Mas ainda existem muitos abismos por aí...
De cada quatro ações, cinco estão mais erradas,
Só as pedras sabem contar direito suas histórias...
No meio desta matilha, eu me sinto mais seguro,
Principalmente quando uivamos pelas imensidões...
Não repare, por favor, esta minha roupa rasgada,
O choro é mais ainda, mas este é obrigatório...
Vamos caçar mais alguns ventos mesmo que distantes,
As ondas do mar, também serão muito bem vindas...
O cara caiu no meio da multidão que ia protestando,
Mas tudo não passou de mais que um mero detalhe...
Um simples estalar de dedos, um passe de mágica,
Toda a história vai ser recontada com um final feliz...

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