segunda-feira, 27 de julho de 2026

Alguns Poemetos Sem Nome N° 367 *

 

Acabei de inventar agorinha mesmo:

Não é nenhum poemeto, é um poemico...

Algo tão pequeno que caiba na mão

E ao mesmo tempo maior que o espaço,

Mais velho que o próprio tempo...

Quantos versos ele tem? Sei lá...

Poetas não sabem quase nada, 

Apenas sabem sentir e sentir,

As palavras é que mandam sempre...


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Sinto falta, muita falta sim,

De velhos rostos que foram embora...

E dos amores que nunca tive?

Partiram e deixaram espinho em mim...

Tudo é o que é, simples nuvens,

Daquelas que acabaram caindo...

Sinto falta, muita falta sim,

Do velho menino que fui e sorria...


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Meus pés acabam fraquejando,

Eu sei que a culpa não é deles,

Foi esse malvado tempo viciado em andar...

Qualquer dia eu caio de vez,

Não conseguirei me levantar mais...

Nesse dia eu pego minhas asas de volta...


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Cantar é um nobre ofício,

Tocar um instrumento também,

Dançar é algo divino, eu sei...

Mas escutar é mais, muito mais...

Escutar com os olhos

Para que a alma possa entender...


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Aprofundei-me na arte de ser teimoso.

Pretendo viver cada segundo meu.

Se bom ou mal, isto é outra história.

Calado ou berrando, isto tanto faz.

Na escuridão ou no meio do fogo, simples opção.

Talvez até fique contando lendas antigas.

Carrego apenas uma verdade comigo:

Eu ainda amo a menina bonita que era...


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Meu pior inimigo? Eu mesmo...

Meu pior desacerto? Respirar...


Aquele amor que nunca existiu

Me trouxe medos imaginários

Que um dia hão de me matar...


Aquele choro que escutei

Mesmo sem barulho algum

Hão de me deixar doente de vez...


Meu maior erro? Essa estética louca...

Meu pior veneno? A esperança teimosa...


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Pelas manhãs,

Quase nunca as de setembro,

Mas as manhãs,

Faço perguntas 

Sem querer as respostas...

Ora, a curiosidade

Não tem tamanho,

Mas o gato permanece vivo...

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