segunda-feira, 22 de junho de 2026

Teoria da Teoria


 Um copo cheio

Quase vazio,

Sou brasileiro

E americano,

Sou carioca

E quase mineiro.

Dou voltas sem sair do lugar,

Não preciso de asas e sei voar.


Eu amo tudo,

Não amo nada,

Acompanho a solidão

Por qualquer caminho.

Não tenho regras,

Essa é a regra.

Faço poemas em papel de pão.

Cadê o pão?

Já foi embora pela manhã.


Me irrito calmo,

Não sei mais nada,

Livre com minhas correntes.

Aqui tá frio,

No meio do fogo.

Ai quem me dera

Só mais uma quimera.

Vamos caprichar na mitologia.


Sem reticências.

Só interrogações 

E certamente pontos finais.

Tudo é procura,

Mesmo quando não é.

Ontem foi hoje,

Disso eu entendo feito louco.

Fico em silêncio,

Meus gritos acabaram de dormir.


Falo o que quero,

Foda-se a lógica.

Qualquer neologismo

É um filho que acaba de nascer,

Fora da maternidade.

Não escolho a bandeira

Que carrego

Mesmo em tempos idos.


Já chega disso,

Quero um cigarro

E se ele me matar será favor.

Sou um rio eletrônico

De cor mais indefinível.

Tudo é um bom dia.

Sou campeão de beijos

Mesmo faltando a boca

Para poder beijar.


Guarde pra você,

Os seus fracassos, suas vitórias,

Na gaveta da velha cômoda.

Chame logo esse Uber,

Preciso ir não sei aonde

Fazer não sei o quê

Só não sei quando.

Tudo é uma velha teoria.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Teoria da Teoria

  Um copo cheio Quase vazio, Sou brasileiro E americano, Sou carioca E quase mineiro. Dou voltas sem sair do lugar, Não preciso de asas e se...