Ruas de Miguel, de tempos idos, mortos ou matados. Quatro ou mais décadas, coisa que nem todos viveram, mastigaram, chicletes intermináveis. Cuja única perspectiva era o não existir, existindo só em fantasias. Passos sim, tecnologia não. Risos sem motivo alguma, mas risos. Quem te levou embora? Foi o vento ou foi o acaso mais que planejado? Quem te envelheceu? O tempo ou a maldade dos bons? Tantas covas ou agora nenhuma, nomes esquecidos ou lembrados de vez em quando. Adeus, até logo, até já. Aqui estou, continuo vivo...
Perdido como hão de ser os pássaros na noite, eternos incógnitas... Quem sou eu? Eu sou aquele que te espreita em cada passo, em cada esquina, em cada lance, com olhos cheios de aflição... Não que eu não ria, rio e muito dos homens e suas fraquezas, suas desilusões contadas uma à uma... Leia-me e se conforma, sou a poesia...
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Teoria da Teoria
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