São caminhos, senhor, são caminhos,
Nenhuma previsão acaba se realizando,
Aonde estavam as rosas, agora os espinhos,
Quem deveria rir, agora está chorando...
É o medo, é só este meu chamado medo,
Que faz existir sombras aonde não existem
E mesmo que a morte sempre venha cedo,
Aqueles meus sonhos, teimosos, persistem...
É só isso, é apenas aquele pequeno rio,
Que continua andando toda noite e todo dia,
Não se importando se está calor ou só frio,
Se estou sozinho ou se tenho uma companhia...
Eu nada invento, apenas ela e eu desprevinido,
Ando como sobre o vidro, ou pisando em ovos,
Tanto faz que o desenho esteja ou não colorido,
Os sapatos velhos ou então estejam quase novos...

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