domingo, 1 de março de 2026

Carliniana CXXVII ( Estética Avessa )

Entremeio de nada.

Velocípedes de alta potência.

Cascas de laranja para o chá.

Morreu quase agora.

Nu e totalmente vestido.

Esfaqueou-se gargalhando.

Comeu peixe podre ainda ontem.

Fez sexo no festival festejando.

Bebeu água sanitária colorida.

Pinóquio já foi para o inferno.

O destino enlouquece sempre.

Qualquer passado nos suja.

Galinha frita bem doce.

Um esmola para o milionário.

Beijei Bapo bem na boca.

Milhares de cáries em procissão.

Vários conselhos de merda.

O piá nunca mais piará.

Ninguém pariu a puta.

Gatos de pedra na praia.

A formiga passeia na tela.

Não compreendo o compreensível.

Vamos estudar a ignorância.

Só vale o quanto não pesa.

Mané Zuza foi em Siracusa.

Pimenta nos olhos é colírio.

Quando peidar eu te aviso.

Quem beber vinagre é multado.

A falta de colírio é tão normal.

A fome virou o tema do dia.

Quem não corre agora morre.

É um trocadalho do carilho.

Filé com graviola emociona.

Sou um estrangeiro brasileiro.

Abriremos uma fábrica de rugas.

Bom pra tosse é creolina.

O hoje é o ontem disfarçado.

A ameixa e o jamelão dançam tango.

Bacon vegetal para canibais veganos.

Fumar papel higiênico usado é moda.

Caldo de mico faz bem pra vista.

Vamos deitar nos trilhos do trem.

A denúncia vazia é a mais vadia.

O poeta venderá muitas coxinhas.

Colecionarei coliformes fecais.

O burro xucro ensinou filosofia.

Quero capilé com muita farinha.

Entremeio de quase nada agora...

Carliniana CXXVII ( Estética Avessa )

Entremeio de nada. Velocípedes de alta potência. Cascas de laranja para o chá. Morreu quase agora. Nu e totalmente vestido. Esfaqueou-se gar...